
1. PIAGET, um dos autores mais marcantes dos estudos sobre a infância, perspectivou o desenvolvimento cognitivo, numa sequência de estádios. Descreva as principais caractersiticas dos estádios sensório-motor, pré-operatório, e operações concretas.
ESTÁDIO SENSÓRIO-MOTOR:
O bébé existe por meio meio de reflexos e instintos inatos, ela possui olfacto, visão,paladar mas não estão coordenados. O mundo é ainda um caos fragmentado.
Ele começa por perceber que ele e o mundo são distintos e não um só.
Aprende a coordenar os objetos que vê, e aprende a repetir o que vê, por meio dos hábitos e rotinas. Assim, o bébé, aprende assim, a relação entre ele o o meio.
Aprende que o objeto não visivél, continua a existir , a noção de permanência do objeto.
Tenta acções intencionais, para atrair os objetos , mas apenas nos locais onde o viu pela ultima vez.
Após várias tentativas-erro, o bébé, procura os objetos em todos os locais
ESTÁDIO PRÉ-OPERATÓRIO (2-6 anos)
A criança nesta fase, desenvolve o pensamento criativo e egocêntrico, mágico. Aprende a ler e a escrever.
Por meio das suas brincadeiras de faz-de-conta, a criança desenvolve o pensamento simbólico, sem sequência lógica. (estádio pré-conceptual 2-4), e mais tarde desenvolvem uma forma de pensamento imediata e directa (estádio intuitivo). A criança está com a mente curiosa .
OPERAÇÕES CONCRETAS
Nesta fase o pensamento cognitovo está preparado para novas aprendizagens, pois a criança aprende com facilidade e rapidez.
A mente está predisposta a desafios intelectuais, elabora o pensamento como um jogo, memoriza.
Começa-se a descobrir que o pensamento engloba, planificação e lógica, desenvolve-se o pensamento concreto.
O pensamento torna-se menos intuitivo, estabelec-se relações causa-efeito, desenvolve-se uma estruturação, seguindo linhas de raciocinio
2.Descreva as pricnipais caracteristicas fisicas e sensoriais do bébé, nos primeiros meses
O récem-nascido chega ao mundo com caracteristicas que lhe permitem ver,ouvir,saborear, cheirar e sentir o toque. Contudo ele é ainda fisicamente maturo, com limitações cognitivas e dependências. (Gomes Pedro,1985)
o corpo ganha rigidez muscular, e as capacidades inatas estão hipoactivas, sofrem uma adaptação, uma maturação nos primeiros meses. ……………………………….
Por volta dos 3-4 meses, aparece a dentição.
O tipo de desenvolvimento depende do tipo de interação e estimulação proveniente do meio.
O desenvolvimento nos primeiros seis meses da linguagem, passa de balbucios e choros para comer. Primeiro balbucia sons, sozinho e depois, imita os que ouve.
Entre os 10-14 meses , o bébé pronucia a primeira palavra. Entre os 18-24 meses, o bébé, começa a juntar palavras
Depois, a criança começa a perceber que o meio é distinto de si e que pode agir e inteagir nele.
Percebe a existência de um lado mais positivo e um lado mais negativo, do meio e mais tarde, aprende o que é ser menino e menina
Cada bebé interage no meio, segundo as caracteristicas e as possibilidades que este lhe dá,mas também segundo a sua forma inata de interagir no meio, uns choram muito, outros choram pouco.
FREUD, aponta que a relação com a mãe, funciona como um protótipo das relações futuras. O bébé ainda não tem muita consciência que ele e a mãe são distintos, por isso a qualidade destas relações é detrminante para os relacionamentos sociais em adulto.
A estimulação da zona erógena bucal , promove satisfação e vinvulo com a mãe, por meio da sucção mamária. (estádio oral)
Entre o primeiro e o segundo ano, á criança vai ser permitido expulsar fezes, o que lhe trará um estatuto de autonomia (estádio anal)
SEGUNDO ERIKSON, a criança passa pela sua primeira crise de confiança/desconfiança. Nesta fase a obtenção ou não da confiança do bébé, no ambiente que o rodeia, resulta na forma como o bébé irá contemplar o mundo : ambiente hostil ou acolhedor , que incidira consequências nas suas relações futuras.
A crise posterior de nome: AUTONOMIA - VERSUS – DUVIDA E VERGONHA : ocorre entre os 18 meses e os 3 anos. Esta fase é caracterizada pela vontade e esforço por se tornar autónomo e o seu vector negativo, propulsor de vergonha e duvidas . Segundo, ERIKSON, a resolução para esta fase, é a orientação parental e proteção, pois a crian ça, neste momento, precisa de força e coragem, para ultrapassar a vergonha e a duvida e ultrapassar esta segunda crise, com sucesso.

5. Explique a perspectiva de Vigostky, teoria da aprendizagem social, sobre o desenvolvimento cognitivo entre os dois e os seis anos de idade.
Vigotsky(1978) encara a criança como um ser activo na sua aprendizagem, dotados , entre os 2 os 6 anos de idade, de uma curiosidade fascinante .
A criança desenvolve-se, por meio da sua interação com o meio, através das imensas perguntas e questões com que confronta o adulto.
Assim , a aorientação de um educador, adulto ou professor para orientação essa capacidade, é fundamental.
6. O desenvolvimento psicossocial no período que vai dos dois aos seis anos de idade é fundamental e complexo para a socialização da criança. Explique as perspectivas de Freud e de Erikson sobre o desenvolvimento neste período.
É uma fase que aumentam os contectos interpessoais pois há maior autonomia.
De forma gradual, vai precisar controlar seus impulsos e lidar com essa independência, pois a forma como ela lida com os primeiros conflitos, repercurtir-se-á mais tarde.
ERIKSON, designou a crise psicosocial, localizada entre os 3 -6 anos, de INICIATIVA/CULPA.
Tem a ver com a forma como enfrenta os desafios e os ultrapassa.
Esta fase é acompanha de multiplas emoções, que as crianças devem aprender a lidar, como a vontade de iniciativa e a culpa de fazer errado e não conseguir ultrapassar os desafios, pode gerar um entimento de culpa que mais tarde se repercutirá. Há ansiedade, o medo, a ira, superar os fracassos, e a curiosidade sexual.
A ABORDAGEM FREUDIANA, considera a fase dos 3-6 anos, como ESTÁDIO FÁLICO, no qual a zona erógena é a região genital. Desenvolvem curiosidade pelo sexo dos meninos e meninas, e fazem perguntas, sobre de onde vêm ao bébés.
Vivencia-se o complexo de Édipo. A estimução auto-erótica, passa agora agora a ser investida na figura materna.
A criança rivaliza com o pai e pode considera-lo um intruso.
O complexo Edipiano, é vivida, por meio de angústia, culpa e frustação, e para ser resolvido, pela renúncia ao desejo sexual para com o sexo oposto, e para a identificação para com o progenitor do mesmo sexo, adoptando e imitando o seu progenitor.
FORMA-SE UM SUPEREGO, isto é uma parte de personalidade auto-crítica, vontade de cumprir as regras e comportamentos adequados em sociedade, a expressão de qualidades de rapaz/rapariga.
7. Defina identidade de género e explique a sua importância no desenvolvimento social.
Identidade de género, é quando a criança consegue distinguir o sexo feminino , do sexo masculino e os comportamentos que lhe são adjacentes.
Esse desenvolvimento inicia-se entre os 2 e os 6 anos de idade, e faz parte do desenvolvimento social da criança, por meio da aprendizagem das normas e regras sociais especificas a da aum dos sexos. São resultados vindos do exterior(nurture) e representam uma forma de integração social , pois a sociedade tem uma forte influência na definição do género.
Através das amizades, as crianças aprendem conceitos sociais e estratégias de interação social, e desenvolvem a auto-estima .
Os amigos complementam-se, e e são alvo de partilha e revelações.
Através do ajustamento ao grupo, a criança adquire um estatuto social.
A não-popularidade pode ser fonte de ansiedade e angústia, e a popularidade pode ser uma forma de integração social.
10. Faça uma reflexão sobre o que estudou sobre este período de desenvolvimento à luz da sua própria infância, da dos seus filhos, alunos, crianças com quem trabalha ou lhe estão próximas.
Refletindo, em todos os temas tratados, e no papel presente de educadora de uma criança, julgo que as informações são pertinentes, e nos permitem construir , actualmente um plano de vida, para uma criança, desde o momento que ela nasce, uma vez que conhecemos as fases que lhe esperam, os objetivos de cada fase, e dessa forma melhor orienta-la na construção do seu projecto de vida. Situação que , no passado, não seria possivél, uma vez que a informação era escassa, e nos deixava demabulando, pela penumbra educativa.
Cada criança, por meio dos seus educadores, pode saber, o que irá acontecer no seu corpo, na sua mente, na sua vida, em cada idade, o que poderá funcionar como uma preparação e a destituição de receios infundados.
Os educadores actuais, são , de facto, detentoras de uma preciosa informação, que ao ser colocada em prática, representa a possibilidade de construir seres humanos de sucesso:
"Dai me uma criança que eu farei dela o que quiser” cada vez adquire um sentido mais significativo."







